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| Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, dá entrevista em Londres |
Ministério do Esporte diz que espera que o orçamento do Rio-2016 seja mantido
“Sobre o
desempenho do Brasil, pudemos ver que alcançamos 17 medalhas. Tivemos 15
medalhas em Pequim. Ficamos dentro das expectativas que traçaram para o Brasil
entre 15, o número do COB, e 20, o do Ministério”, disse Aldo Rebelo, que evitou
fazer uma avaliação mais profunda dos números apresentados em Londres.
“Temos de
fazer um esforço maior entre todos os agentes que trabalham no esporte. Teremos
o bolsa-técnico, o plano medalhas, a melhoria dos equipamentos. Tudo para que a
gente melhore a expectativa para 2016, já que em 2016 teremos a condição
inédita de cidade-sede. Todos os últimos países fizeram um esforço inicial para
tornar compatível o seu desempenho com a condição de cidade-sede”, disse o ministro do Esporte.
Desde já, o
Brasil sai atrás dos seus países que o antecederam como sede. Tradicionalmente,
a nação que vai receber os Jogos Olímpicos dá um salto de qualidade na edição
anterior à sua. A delegação verde-amarela, segundo levantamento do UOL Esporte,
é a segunda que menos cresceu quatro anos antes de organizar a competição desde
1992, perdendo só para a China, que já tinha dado seu salto de qualidade em
2000.
O pronunciamento
do ministro do Esporte ajudou a exibir a disparidade entre a pasta e o COB.
Além das metas, os políticos também divergem na avaliação do valor de dinheiro
público investido no esporte no último ciclo olímpico. Enquanto o COB fala em
cerca de R$ 300 milhões e ignora patrocínios de estatais, Lei de Incentivo ao
Esporte e projetos do próprio Ministério, a pasta se aproxima do número
levantado pelo UOL Esporte antes dos Jogos, de R$ 2,1 bilhões.
A concordância
sobre o valor será fundamental nos próximos anos para que sejam estabelecidas
metas de evolução. O Governo Federal promete cobrar individualmente, em
conjunto com o COB, cada uma das modalidades olímpicas de acordo com o valor
investido e a capacidade de crescimento. Para isso, as duas partes precisam falar
a mesma língua ao projetar os objetivos.
“O bom desempenho
em 2016 depende de uma boa articulação entre Governo Federal, Estadual, COB e o
Comitê Organizador. Nós faremos tudo ao nosso alcance para aumentar a
integração, para aumentar a relação de confiança. Em um ambiente de trabalho às
vezes há divergências que não necessariamente atrapalham o desenvolvimento.
Toda ação humana depende de um mix de pessimismo da razão e o otimismo da
vontade”, disse Luis Fernandes, secretário-executivo do
Ministério do Esporte.
A pasta já
avalia, no entanto, que a existência de um balanço do COB é uma evolução na
relação. “É a
consolidação da ideia de que precisa ter uma avaliação de resultados. Nem
sempre foi assim. Em Pequim não foi assim, por exemplo. O Ministério debateu
para que tivesse ideia de objetivos, metas, confronto entre resultado obtido e
investimento investido. Esse debate vai amadurecer a política e fazer com que
se dê passos seguintes. Foi uma cultura que foi rompida no esporte brasileiro”,
disse Ricardo Leyser, secretário nacional de esporte de alto rendimento.
Fonte; Gustavo
Franceschini
Do UOL,
em Londres (Inglaterra)

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