Givanildo lamentou não ter visto o time na vitória
contra o Cuiabá/MT, sábado (11) em Belém.
Finalmente
depois de alguns ‘contra tempo’ o técnico Givanildo Oliveira (foto) chegou em Belém para
comandar o Paysandú na Série C do Campeonato Brasileiro. O treinador no acerto com
a diretoria bicolor ficou de chegar no sábado (11) para observar o time na
partida diante do Cuiabá, mas não foi possível explicou Givanildo ao
desembarcar nesta segunda-feira (13).
“Não pude chegar no sábado por conta de um problema com
as passagens, mas agora estou aqui e vamos dar início ao trabalho”, contou
Givanildo Oliveira, em seu desembarque.
O
treinador também lamentou não ter visto a equipe jogar contra o Cuiabá/MT,
refutando, também, que chegou a hipótese de que atuará como bombeiro. “É claro que é
essa nossa profissão, tem vez que você pega (uma equipe) em um momento melhor.
E o Paysandu, agora, com esta vitória ficou em uma situação boa, porque quando
eu falo boa é entre os quatro (primeiros)”, disse o treinador,
confiante e lembrando que em 2000 tinha a missão de reerguer o Papão no
Campeonato Paraense daquele ano e que, com paciência e continuidade, e o
bicolor paraense teve suas maiores glórias até o momento.
“Na minha
segunda vez que eu estive aqui, eu peguei o Paysandu numa situação muito
difícil no estadual. Conseguimos fazer um trabalho, trabalho longo e de
paciência. Eu consegui ficar por dois anos e meio no Paysandu. Então eu montei
como eu queria, ficou quem eu queria e vingou. Conquistamos seis títulos, de
importância muito grande”, destaca Givanildo.
Quando Givanildo deixou a equipe do Remo em 2011, veio para o clube azulino que precisava passar pelo Independente de Tucuruí, na final do estadual, para ter um calendário até o final do ano. Com o insucesso, ele declarou que não retornaria para o futebol paraense para ser o salvador da pátria. A palavra, novamente, não pode ser encaixada nesse momento, de acordo com o treinador. “Não, até porque eu torci muito no sábado para que o Paysandu ganhasse o jogo, porque senão ficaria fora do G-4. E salvador da pátria é quando o time está lá embaixo, e o Paysandu não está lá embaixo”, finaliza.
O eleito para arrumar toda bagunça que impera na Curuzu.
Assim que
chegou a Belém, Givanildo Oliveira foi diretamente para o estádio da Curuzu
para uma reunião com a diretoria e comissão técnica do Paysandu para definir o
novo plano de trabalho do treinador. A ideia é organizar o departamento de
futebol, deixando clara a função de cada funcionário.
Depois da reunião, Givanildo se mostrou insatisfeito com algumas coisas na Curuzu. Enquanto os atletas treinavam fisicamente ao comando do preparador físico Welington Vero, Givanildo e Lecheva, gerente de futebol, tiveram uma conversa longa no centro do gramado. O novo treinador bicolor pediu uma definição de Lecheva quanto à sua ocupação no clube. “Conversei bastante com Lecheva. E primeiro tem que saber o que o Lecheva vai ser, ou seja, o que ele quer ser, se é auxiliar ou coordenador. Você não pode pegar uma pessoa no futebol e dar vários cargos para ela, senão complica”, relata Givanildo.
Outra coisa que incomodou o treinador bicolor foi a situação da viagem para o próximo jogo, contra o Salgueiro (PE), em Pernambuco. “Tem outras situações para arrumar. Só para ter uma ideia, já me passaram que vamos viajar no sábado. Não pode, vamos ver o que a gente faz”, reclama o treinador, acreditando que o desgaste da longa viagem para Salgueiro vai atrapalhar o rendimento da equipe no domingo. “Eu conheço bem. Você vai sair 5h30 da manhã no sábado, não dorme direito da sexta-feira para o sábado. Dai pega essa parada para chegar 19h. A alimentação não sabe como é, se vai se alimentar no meio do caminho. Quer dizer, tem essas coisas ai que implicam”.

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